segunda-feira, 5 de outubro de 2015

8º Edição da 'Vinhuva Fest'

O evento vai acontecer entre os dias 9 á 11 de outubro no Parque da Uva e do Vinho, Centro do município de Lagoa Grande, no Sertão de Pernambuco.

A Vinhuva Fest começa no dia 9 de outubro com uma grande rodada de negócios, além de simpósios temáticos e minicursos.

Além das visitações a stands teremos as seguintes atrações no evento:

Dia 09/10 (sexta-feira) – Dorgival Dantas; As Coleguinhas; Gabriel Diniz.
Dia 10/10 (sábado) – Luan Estilizado; César Menotti e Fabiano; Coração do Forró.
Dia 11/10 (domingo) – Mano Walter; Amado Batista; Novo Amor. (foto/divulgação)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Da recepção das uvas a Prensagem

1.    Recepção e pesagem


As uvas foram recebidas em caixas tipo contentores de plástico no dia 02/07/2015 com um total de 169,5 Kg, 07/07/2015 com um total de 127 kg e 07/07/2015 mais um total de 216 kg.
Foram pesadas em balança industrial, para dar início ao processo de desengace e esmagamento no dia 03, 10 , 17 e 21 de julho de 2015. Foram recebidas em caixas contentores tipo plástica.


2.    Desengace / esmagamento


Os matériais que foram utilizados para a realização do método de desengace e esmagamento foram:
            - Mastelas
            - Baldes de inox
            - Caixas contentores tipo caixa plástica

O desengaçar tem por finalidade separar o engaço dos bagos antes de entrarem no recipiente de fermentação, visto que estes trazem um sabor desagradável. A principal ação da necessidade de retirar o engaço está no seu alto teor de tanino que, em excesso, conferiria sabor adstringente ao vinho e influenciaria negativamente nos aspectos da bebida. Na escola do vinho o processo é todo manual aonde os alunos tiravam os engaços e ao mesmo tempo faziam um leve esmagamento.
O esmagamento é a etapa na qual se refere ao processo de libertação do mosto pela ruptura das películas, pois sem esta operação, a fermentação não se iniciaria. As uvas quando intactas não fermentam. Não se deve esmagar as sementes ou pedaços do pedúnculo para impedir que o mosto se torne adstringente.
Data

Tipo de uva
Peso da Uva sem as caixas
07/07/2015
Tinta
127 kg
10/07/2015
Tinta
38kg
17/07/2015
Tinta
385 kg
21/07/2015
Branca
37 kg
21/07/2015
Tinta
40 kg








Tabela 1.0 –  desengace

3.    Sulfitagem do mosto


Logo após o processo de esmagamento ou próximo ao seu final é adicionado o SO2 (dióxido de enxofre ou anidrido de sulfuroso)
O anidrido sulfuroso ou dióxido de enxofre é, há muito tempo empregado como desinfetante. O enxofre é acrescentado ao mosto antes de sua fermentação, com algumas finalidades:
 • Inibir crescimento de bactéria e leveduras indesejáveis;  
•Antioxidante protege o mosto da oxidação;
            • Efeito seletivo da flora microbiana. O enxofre inibe o crescimento das leveduras não produtoras de álcool, deixando o campo aberto para as produtoras de álcool;
• Facilita a dissolução das matérias corantes, permitindo obter vinhos mais coloridos;
•Ativação da reação de transformação do açúcar em álcool e dióxido de carbono, quando empregado em doses baixas, favorecendo a produção de um vinho com maior teor alcoólico e com menos açúcar

4.    Maceração


Na maceração são extraídos os componentes da cor, ou seja, das cascas formados pelas antocianinas e taninos.   Quando a uva desengaçada chega ao reservatório de maceração, que poderá ser uma pipa ou equipamento especial, logo após as primeiras horas a massa começa a boiar, formando o chamado " chapéu". O líquido que se encontra próximo das cascas irá adquirir cor, mas o líquido inferior permanecerá incolor.

5.    Adição de Chips


O uso da madeira de carvalho é largamente utilizado na enologia, seja na forma de barricas ou por meio de chips entre outros, podendo ser de madeira francesa ou americana. Os chips dão ao vinho sabor e aroma de carvalho, mas não o efeito benéfico do amadurecimento em barricas, que é a oxigenação através dos porros da madeira. Tanto as barricas quanto os chips passam por um grau de tostagem que são: o leve, o médio e o forte.
A tostagem leve: as modificações aromáticas são pouco importantes, utiliza-se pouco esta intensidade de tostagem.
A tostagem média: Obtém-se uma síntese importante de compostos com notas tostadas e de baunilha, ricos e complexos.
A tostagem forte: Provoca a aparição de aromas defumados e de especiarias. Este tipo de queima degrada muitos compostos fenólicos.
Matérias usados para a adição de chips:
·         190g de chips leves tostagem
·         390g de chips leves tostagem
·         190g de chips média tostagem
·         390g de chips média tostagem
·         Béque
·         Balança de precisão
No dia 10 de julho foi realizada a adição de chips 190 g de média tostagem e 190g de leve tostagem no tanque 1 e 390g de chips de leve tostagem mais 390 g de média tostagem no tanque 7, os chips foram pesados em balança de precisão e adicionado ao tanque. A adição de chips é aceita em muitos países porem na França é proibida a utilização.


6.    Fermentação Alcoólica


Na fermentação alcoólica, espera-se que as leveduras naturais que estão nas cascas comecem a atuar, ou então utilizam-se leveduras industriais selecionadas. Começada a fermentação no tanque, a temperatura sob rapidamente e deve ser controlada, pois acima de certas temperaturas as leveduras deixam de atuar. Na vinificação devem de tintos, a temperatura deve estar entra 24°C e 32°C.
No dia 14 de julho foi feito a medição de temperatura e densidade do tanque 1 usando o densímetro, termômetro e o refratário para brix, o valor obtidos foram:  25°C  e densidade 1000.

7.    Remontagem


No dias 14 de julho fizemos o processo de remontagem. Nesta etapa as uvas encontram-se em reservatórios durante algumas horas ou dias, onde as cascas e outras substâncias mais grosseiras se concentram na parte superior do reservatório” (bóiam), formando a chamada manta ou chapéu, transmitindo cor apenas à porção superior do líquido. Portanto, torna-se necessário a operação de remontagem, ou seja, transferência do líquido da parte inferior para a superior. As primeiras remontagens ocorrem, normalmente, na fermentação tumultuosa para favorecer a multiplicação das leveduras, que necessitam de oxigénio para o seu desenvolvimento e multiplicação, bem como extrair a maior quantidade de substâncias corantes. Nestas primeiras remontagens, antes da descuba o ar deve ser um elemento de contato, pois favorece o processo. Abrimos a parte superior do tanque e logo após colocamos o balde de inox na parte inferior abrindo o registro inferior e enchemos o balde de inox logo após despejamos o liquido pela parte superior sendo assim molhando o ”Chapéu”, faz se este processo manual por aproximadamente 5 a 6 vezes. E a repetição seria 3 vezes ao dia.

8.     Descuba e Prensagem


A descuba e prensagem foram realizadas nos dias 14 e 17 de julho.  Colocou-se a mastela abaixo do registro inferior e abrimos o registro retiramos todo o liquido e solido do tanque. Logo após iniciamos o processo manual de prensagem com o auxílio da rede de prensa colocávamos o mosto e com a prensa aberta e assim iniciando uma peneiração. Com as partes solidas iniciamos o processo de prensagem. 
Após fazer este processo com todo o mosto retornamos o liquido para tanque. Para ocorrer a fermentação malolática e a decantação.

Resultados e Discussões.


Foi perceptível ao final das práticas realizadas na escola do vinho, a efetividade e a influência no produto final através dos processos desengace, higienização, descuba, prensagem, adição de SO2 e adição Chips. Cada um tendo sua importância, e necessidade de execução perfeita, para constituir um produto final muito bem executado, livre de contaminações, mantendo suas características organolépticas primordiais. Podendo realizar assim um vinho com excelência de sabores e características físico-quimicas acuradas.




Higienização dos equipamentos para utilização da vinificação - Escola do vinho IF Sertão Pernambucano.

Os equipamentos utilizados para a higienização dos tanques 1,4 e 7 foram:
  • ·         Balde de inox
  • ·         Hidróxido de sódio
  • ·         Ácido paracétic
  • ·         Bucha
  • ·         Luvas
  • ·         Mascara


Inicialmente faz-se uma pré-lavagem com água corrente nos tanques para a retirada de resíduos sólidos, e passa água a abundante logo após aplicasse o hidróxido de sódio com o auxílio da bucha e deixa-se agir por um tempo e enxágua-se novamente muito bem, logo após aplica-se o ácido paracético para neutralizar o hidróxido de sódio e novamente enxágua-se abundantemente para não deixar nenhum tipo de resíduos e ter a inerência do nosso mosto. As consequências da má higienização são o aparecimento de doença azedia, pico láctico, formação de maus aromas, fenóis voláteis, bolor, acetato de etilo, bafio. Por isso é de grande valia a higienização adequada de todos os equipamentos

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Historia do Vinho



Ainda não se sabe ao certo aonde realmente foi descoberto o vinho. Do ponto de vista histórico, sua origem precisa é impossível, pois o vinho nasceu antes da escrita.
O vinho possui uma longínqua importância histórica e religiosa e remonta diversos períodos da humanidade. Cada cultura conta seu surgimento de uma forma diferente.
Os cristãos, embasados no Antigo Testamento, acreditam que foi Noé quem plantou um vinhedo e com ele produziu o primeiro vinho do mundo ("E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha." Gênesis, capítulo 9, versículo 20). Já os gregos consideraram a bebida uma dádiva dos deuses,Os populares Festivais de Dionísio, realizados em Atenas, celebravam o dilúvio, nesta versão enviado por Zeus, que assim teria punido o Homem por seus pecados. Um dos filhos do casal sobrevivente, Orestheus, teria semeado a primeira videira; seu irmão, Amphictyon, era muito amigo de Dionísio e lhe teria transmitido os mistérios sobre o vinho. Entre os gregos o vinho tinha ainda uma coloração escura, daí o costume de ingerir esta bebida mesclada com água. Bebê-la pura era condenável, considerado um ato libertino. Nesta etapa, o vinho ainda era preservado em interação com a atmosfera, pois era armazenado em barricas, num odre fabricado com pele de cabra ou em vasos antigos de barro, tampados apenas com óleo ou com um pano imerso em gordura.
Hititas, babilônicas, sumérias, as histórias foram adaptadas de acordo com a tradição e crença do povo sob perspectiva.
Os enólogos dizem que a bebida surgiu por acaso, talvez por um punhado de uvas amassadas esquecidas num recipiente, que sofreram posteriormente os efeitos da fermentação. Mas o cultivo das videiras para a produção do vinho só foi possível quando os nômades se tornaram sedentários. Existem referências que indicam a Geórgia como o local onde provavelmente se produziu vinho pela primeira vez, sendo que foram encontradas neste local grainhas datadas entre 7000 a.c. e 5000 a.c.